terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A escolha da escola ideal

Semana que vem muitas crianças e adolescentes já voltam às aulas.
A escolha da melhor escola para nossos pequenos é uma decisão muito trabalhosa.
Para dar uma forcinha trouxe algumas dicas do site Bebe da Editora Abril para vocês.
Lembrem-se: o melhor parâmetro é o envolvimento e progresso das crianças!


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1. Qual deve ser o projeto educacional?


A melhor opção é aquela que está de acordo com as expectativas dos pais em relação à formação do filho. De forma geral, as propostas podem ser divididas em três tipos: a tradicional, a lúdica e a socioconstrutivista. A primeira prioriza a disciplina e o cumprimento de regras. O foco do segundo tipo são as brincadeiras, mas com pouca preocupação pedagógica. O terceiro é defendido por referenciais nacionais e é forte em planejamento de situações de aprendizagem, em que há a intenção clara e conteúdos para cada faixa etária. Um exemplo são atividades divertidas com bacias cheias de água e objetos de diferentes pesos para trabalhar o tema da flutuação com crianças de 4 a 5 anos. Em todos os projetos, observe se há trabalhos com valores, como a cooperação e o respeito às diferenças. Quanto mais próximos aos da sua família, melhor.

2. Como devem ser os espaços da escola?


Segurança é um item importante. Preste atenção se a escola tem escadas com grade de proteção e corrimão ou, melhor ainda, se opta por rampas, se as janelas de andares superiores têm telas, se as tomadas são cobertas e os produtos de limpeza mantidos fora de alcance dos pequenos. As cores dos espaços devem formar uma coerência visual: portas de uma cor, paredes de outra. As salas precisam ser arejadas e contar com passagens para um solário ou jardim, além de banheiros e trocadores por perto. Por fim, o ideal é que os ambientes disponibilizem materiais, como fantasias, brinquedos e livros, ao alcance das crianças para que elas possam fazer escolhas.

3. Qual é o número ideal de professores por bebê ou criança?


Municípios e estados têm uma resolução diferente para a quantidade ideal de crianças por professor. Segundo o Conselho Nacional de Educação, cada um deve cuidar, no máximo, de seis a oito crianças de até 2 anos, de 15 crianças até 3 anos e de 20 crianças de 4 até 6 anos. Muitos pais podem temer algum descuido com o filho. No entanto, é preciso compreender que uma escola é bem diferente do zelo típico do ambiente familiar: lá as crianças vão ter de dividir a atenção e esperar em alguns momentos, mas há a vantagem de receber cuidados profissionais e conviver, desde cedo, com outros meninos e meninas da mesma idade.

4. O que preciso é preciso olhar em termos de limpeza?


Todos os funcionários devem ter uniformes limpos e lavar as mãos com frequência. Os brinquedos e as fantasias precisam ser higienizados semanalmente ou sempre que houver necessidade – já os berços e os colchões, diariamente. Na hora da soneca, os colchões precisam ser colocados a certa distância uns dos outros. Mas não fique tão obcecada com a limpeza. Seus filhos precisam brincar no chão e se sujar. Faz parte do processo de crescimento. Além disso, no berçário, se uma criança está resfriada, é provável que as outras também fiquem – e isso é até bom para desenvolver anticorpos logo cedo.

5. É melhor uma escola que ofereça alimentação?


A escola que oferece lanche ou almoço, em geral, conta com a vantagem de ter a orientação de um nutricionista ou uma equipe de nutrição. Assim, é oferecida uma alimentação balanceada e até divertida, como cenouras e outros legumes em formato de bichos. É uma preocupação a menos para você. Além disso, o momento das refeições com os colegas é um aprendizado sobre o ritual de comer em público. Algumas escolas até trabalham com sistema de self-service, que permite que as crianças aprendam a servir a quantidade que vão comer. Mais um ponto para o desenvolvimento da autonomia.

6. A localização da escola importa?


Os especialistas se dividem nessa questão: alguns avaliam que, quanto mais perto de casa ou do trabalho, melhor. Isso facilita a ida ao local em caso de emergência, além de evitar que seu filho faça longas viagens pela cidade e tenha de enfrentar o trânsito ainda pequeno. Outros acham que vale a pena colocar a criança em uma escola um pouco mais distante se ela oferecer um ensino de melhor qualidade. De qualquer forma, fazer crianças muito pequenas viajarem mais de uma hora todos os dias, ou acordar de madrugada, não é a melhor saída. Elas ficam cansadas e até estressadas.

7. O preço é sinônimo de qualidade?


Nem sempre a escola mais cara traz vantagens significativas. Às vezes, a que cobra mensalidades mais em conta e segue uma proposta pedagógica interessante é melhor do que a cara e com prédio sofisticado. Vale observar se o preço pago corresponde, por exemplo, a espaços bem equipados (não necessariamente com luxo) e professores bem formados. A equipe precisa fazer cursos continuamente e, de preferência, financiados pela própria instituição. Essa é uma das principais diferenças de uma escola de qualidade.

8. As escolas bilíngues valem a pena?


Depende do método de ensino oferecido e da familiaridade dos pais com a segunda língua aprendida pelo filho. A criança pode ficar confusa caso fale inglês o tempo todo na escola e, ao chegar em casa, só fale português. Sim, é mais fácil aprender outro idioma desde cedo, mas nem sempre o método usado por algumas instituições é o mais eficiente. A que se diz bilíngue e oferece três aulas de inglês por semana nos moldes tradicionais, com tradução de palavras do português, surte poucos efeitos. Ver um desenho animado numa língua estrangeira, por exemplo, pode trazer mais resultado. Bilíngue deve ser sinônimo de imersão em dois idiomas.

9. Uma escola que ofereça atividades extracurriculares é mais interessante?


Fazer balé, natação e até aulas de arte pode ajudar as crianças a desenvolver, desde cedo, uma série de habilidades interessantes. Mas na primeira infância ninguém deve ser sobrecarregado. Os pequenos precisam brincar, dormir e passar bastante tempo com os pais. As aulas são compromissos sérios e exigem o cumprimento de horários. Até os 2 anos, não é recomendado que as crianças façam esse tipo de atividade, que geralmente é mais bem aproveitada por garotos e garotas mais crescidos. Por fim, vale observar se um simples passeio na pracinha não deixaria seu filho mais feliz.

10. Depois de um tempo, é ruim mudar as crianças pequenas de escola?


Até os 5 anos, elas criam vínculos fortes com as pessoas próximas porque ainda são muito dependentes. Mudar de escola não é uma missão impossível. Isso deve ser feito caso a criança não goste do lugar ou os pais se sintam mal atendidos. Mas a transição é trabalhosa. O seu filho terá de se adaptar novamente a um novo ambiente. As primeiras semanas costumam ser mais delicadas e a presença de um dos pais ou um adulto de referência ajuda a superar o estranhamento.

Fonte: Site Bebe - Abril

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