quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Obesidade Infantil: de olho nos riscos!



Matéria: Divulgação
Hambúrgueres, cachorro-quente, batata frita, refrigerantes e doces são inevitavelmente os alimentos preferidos de crianças e adolescentes. Uma combinação perigosa que tem elevado os índices de obesidade infantil no Brasil e expondo os pequenos a riscos de gente grande. Baixa auto-estima, problemas ortopédicos, infecções respiratórias e de pele e até a possibilidade de se desenvolver uma cirrose hepática são alguns dos prejuízos que o excesso de peso pode causar.
Estudos mostram que uma criança obesa em idade pré-escolar tem 30% de chances de virar um adulto obeso. O risco sobe para 50% caso ela entre na adolescência gorda. “As células adiposas vão ficando cada vez mais recheadas de gordura até que estouram e se multiplicam”, explica a médica nutróloga Liliane Oppermann. Reverter o quadro depende basicamente de uma coisa: reeducação alimentar. Outros fatores como genética e sedentarismo podem contribuir para o aumento de peso do pequeno, entretanto uma alimentação saudável é capaz de minimizar o ganho elevado de peso.
“A maioria das pessoas acham que fazer a criança entrar numa dieta é uma missão impossível, mas, com a ajuda dos pais é possível sim aprender a comer bem em qualquer idade. Claro que no caso de uma criança obesa é necessário que toda a família se dedique para incentivá-la. É importante que os jovens vejam os pais e irmãos se alimentando de forma parecida ou poderão se sentir excluídos. Os pais devem motivar e também ingerir alimentos como verduras, frutas e legumes, servindo de exemplo para os filhos”, explica a médica.
                                     


A especialista destaca a importância de se estabelecer horários para as refeições e reduzir o consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como salgadinhos industrializados, bolachas recheadas e lanches fast foods. “Vale lembrar também, que a restrição alimentar das crianças não é similar a dos adultos. Uma reeducação alimentar é mais adequada do que restringir completamente certos alimentos”, reforça Liliane Oppermann.
Outra dica eficaz é fazer das refeições saudáveis um momento de diversão para a criança. “Aposte em pratos coloridos, que possua sabores e texturas diferentes. Inove. Crie personagens fictícios com os alimentos. Se necessário, dê nomes as verduras, legumes e frutas”, orienta.
Vale ressaltar que ingerir apenas frutas, legumes e vegetais não resolvem o problema. É necessário encontrar o equilíbrio da dieta. A nutróloga recomenda que a criança consuma, pelo menos, um alimento de cada um dos três grupos abaixo, em cada refeição:
- Alimentos Reguladores: Ricos em vitaminas, minerais e fibras, facilmente encontrado nas frutas, verduras e legumes.
- Alimentos Energéticos: São os responsáveis por fornecer energia ao organismo. Fontes de carboidratos, como: massas, cereais, batata, mandioca, farinhas, etc.
- Alimentos Construtores: Ajudam a construir a musculatura do corpo. Proteínas, cálcio e ferro, facilmente encontrados nas carnes em geral, leites e derivados, ovos e leguminosas, como soja, feijão e ervilha, etc.

Nenhum comentário:

Postar um comentário