sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mãe que Amamos: Maria Claudia Calonassi

Pensem numa mãe "polvo".Que se desdobra para dar atenção à seus três filhos (sendo que a diferença de idade entre os mais novos é de mais ou menos um ano), cuidar da casa,do marido, do blog para o  qual escreve e do projetos social que desenvolveu para ajudar mães carentes em Lorena -SP com o mesmo carinho.
Sou fã desta mãe e trouxe um pouco dela para vocês aqui no Sempre Belezinha.
Maria Claudia Calonassi é mãezona de Alice 8, Davi 2 anos e 10 meses e Raquel 11 meses; e nossa homenageada de hoje do Mães que Amamos.





SB-Como você definiria a maternidade? Sua vida mudou muito de 5 anos para cá?

A maternidade mudou minha da água pro vinho! Quando a Alice nasceu já foi uma transformação muito grande, foram muitas as descobertas e o aprendizado foi gigantesco. Mas se eu for olhar a mãe que eu fui há oito anos atrás e a que eu sou hoje, nossa! A mudança foi radical!! Os valores mudaram, as prioridades também. Sou uma mãe mais consciente e focada numa vivência mais ativa com eles, afinal tudo passa tão rápido. Me adaptar a nova realidade de ser mãe de três, ter que dividir a atenção e os cuidados, dividir o tempo...tem sido desafiador! Mas tem feito de mim uma pessoa melhor. A maternidade é um fase de aprendizagem sem fim, a cada fase novas vivências, estamos sempre recomeçando.

SB- Para você qual a importância da amamentação?

Amamentar é a minha tarefa favorita, mas é sem dúvidas a mais desafiadora. Amamentar foi meu jeito de compensar o não parto das crias, porque amamentar dependia unica e exclusivamente de mim. Mais do que importante, eu vejo a amamentação como algo necessário para o vínculo mãe e bebê, e o grande desafio é quebrar todos os mitos que giram em torno disso e fazer com que a mulher acredite que o seu leite não é fraco e que seu corpo dá conta de nutrir seu bebê. Amamentar é um ato de amor e doação, mãe e filho colhem os frutos dessa relação.

SB - E qual a importância do parto normal ou do parto humanizado?

Quando engravidei da Alice eu queria parto normal pelo simples fato de ter medo da cirurgia. Só isso não foi o suficiente para que eu parisse. Cai numa cesárea desnecessária e amarguei tudo o que veio no pacote. Engravidei do Davi e a cesárea foi agendada por conta de um nódulo que apareceu na ultrassonografia. Seria necessário fazer uma biópsia e eu, mais uma vez, acreditei que a cesárea era a melhor opção. Foi só no resguardo do Davi que eu conheci o parto natural humanizado. Chorei minhas duas cesáreas...Pedi perdão as crias por não ter lutado para que eles tivessem uma recepção mais amorosa e respeitosa no dia do seu nascimento. 14 meses depois de ter o Davi, descobri que estava grávida de novo...Lutei com todas as minhas forças pelo parto que ela merecia. Encontrei verdadeiros anjos que tornaram possível que uma mulher, com duas cesáreas anteriores entrasse em trabalho de parto e pudesse deixar seu corpo agir. Foi a experiencia mais maravilhosa que eu já tive, mesmo meu parto não tendo evoluído como o esperado e sendo necessário uma cesárea intraparto, eu pude vivenciar toda a transformação que o parto traz para a mulher. Entrei uma, sai outra. Morri um pouco em cada contração e a mulher que eu sou hoje, renasceu junto com a Raquel. Toda mulher merece passar por essa experiencia. Todo bebê merece ser recebido com respeito e amor, acolhido no aconchego dos braços da mãe. A humanização é necessário para uma vivencia mais respeitosa e consciente da maternidade.

SB- Você tem um projeto super legal para ajudar mães carentes. Conte para nós como é este projeto!

O Chá de Bençãos nasceu depois da Raquel rs. Como já disse, uma rede de apoio se formou para que eu conseguisse ter meu parto humanizado. Me senti em divida com a sociedade...Deus foi tão maravilhoso comigo, como eu poderia retribuir tudo isso? Foi então que eu pesquisei e encontrei esse projeto que já acontecia em muitas rodas de mães espalhadas pelo Brasil. Fiz as minhas adaptações e contei com o auxilio de outras mulheres maravilhosas que me ajudaram a tirar o projeto do papel. Oferecemos uma tarde de partilhas e carinhos para as gestantes e, dentro do que é possível, oferecemos alguns presentinhos também. Ao longo da minha experiencia com a maternidade, percebi o quanto é importante essa rede de apoio que se forma em torno de uma gestante. A mulher se sente amada e, o mais importante, sabe que não está sozinha nessa aventura!

3 comentários:

  1. Adorei Tati!!!!! Obrigada pelo carinho!!!!!

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  2. Nossa, amei conhecer essa mãe tão empoderada!
    O trabalho de parto traz muitos benefícios mesmo!!!

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  3. Obrigada você pela entrevista Maria Claudia!!!
    Claudia, muito bom conhecer esta mãe né?
    Beijos,meninas!!!

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