quinta-feira, 17 de abril de 2014

Estado alerta pais sobre consumo moderado de chocolate na Páscoa


Comer chocolate pode fazer bem à saúde da criança, mas os pais e responsáveis precisam ficar atentos. O alerta é da nutricionista Glauce Hiromi Yonamine, do programa “Meu Pratinho Saudável”, parceria do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde, com a LatinMed Editora em Saúde.
Segundo ela, o alimento deve ser oferecido com moderação. Ficar de olho no tamanho e na quantidade de ovos de chocolate que as crianças ganham na Páscoa é importante para evitar o consumo exagerado e os efeitos negativos associados ao açúcar e as gorduras presentes no doce como cáries, colesterol e triglicérides altos, diabetes e obesidade.
As vantagens do chocolate estão ligadas ao teor de cacau. Estudos  demonstram que o consumo regular, mas moderado, está associado à diminuição do risco de doenças cardiovasculares, já que o cacau contém compostos fenólicos, responsáveis por atividade antioxidante, anti-inflamatória, vasodilatora e combativa à obstrução arterial.
Segundo a nutricionista, durante o período de exposição das crianças à guloseima os pais não devem descuidar da alimentação normal e adequada. “É preciso respeitar os horários das refeições e a qualidade da alimentação. Oferecer alimentos com menor teor de gordura, restringir outros doces e aumentar a oferta de frutas e hortaliças ajudam a equilibrar a alimentação”, explica.
A dica é separar a porção de chocolate para consumo e não deixar o ovo à disposição para a criança comer o quanto quiser. Menores de dois anos de idade não devem consumir açúcares nem doces. A partir dos dois anos, a quantidade máxima recomendada é de uma porção de 55 kcal por dia. Considerando apenas o consumo de chocolates como doces, se a criança ganhar um ovo de páscoa de 100g (560 kcal) e consumir uma porção por dia, este ovo durará 10 dias.

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