sexta-feira, 17 de maio de 2013

Crianças e adolescentes hipertensos:6% da população...




Médicos do Incor alertam que, sem diagnóstico precoce, esta população corre o risco de no futuro fazer aumentar uma estatística que já é alarmante: a cada 2 minutos, uma pessoa morre por problemas cardiovasculares no Brasil, totalizando 300 mil mortes por ano.
 Os médicos do Incor estão especialmente preocupados com  a alta incidência da hipertensão em pessoas que sequer chegaram à vida adulta. Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 6% das crianças e adolescentes brasileiros já podem ser considerados hipertensos (em adultos, esta incidência é de 30%). Nestes jovens e crianças, o fator genético é potencializado, na maioria dos casos, pela combinação perversa entre obesidade e sedentarismo – dois fatores que podem ser plenamente controlados por meio do esforço conjunto da família e da sociedade, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do Incor.
A julgar pelas estatísticas oficiais sobre a obesidade no País, o quadro dramático da incidência de hipertensão e de outros riscos cardiovasculares em crianças e adolescentes só tende a piorar, caso nada seja feito. Segundo dados do IBGEuma em cada três crianças e dois em cada dez adolescentes estão acima do peso. Informações divulgadas pelo Ministério da Saúde vão além. Nas duas últimas décadas, a obesidade entre crianças de 5 a 9 anos saltou de 4,1% para 16,6% entre os meninos e de 2,4% para 11,8% entre as meninas. No grupo dos adolescentes, o excesso de peso passou de 3,7% para 21,7% nas últimas quatro décadas.
Esta força-tarefa do Incor em prol da saúde dos pequenos e dos adolescentes é da máxima urgência, defende o cardiologista do Instituto do Coração. “Temos que quebrar esse círculo perverso de excesso de peso e aumento da pressão arterial”, diz Bortolotto.
Crianças obesas têm até 8 vezes mais chances de desenvolverem hipertensão. Mas o problema não para aí. A maioria delas corre o risco de passar pela adolescência e chegar à idade adulta ainda obesa (somente uma em cinco crianças acima do peso conseguirão emagrecer quando adultos), hipertensa e sem um diagnóstico adequado da doença.
O resultado dessa situação dramática pode ser medido em números. Cerca de 300 mil pessoas morrem por ano no Brasil por doença cardiovascular (uma morte a cada 2 minutos), enquanto milhares de outras vivem sob risco de morte súbita ou têm sua qualidade de vida comprometida pela evolução de problemas como derrame cerebral, infarto e  insuficiências cardíaca e renal.
Médicos não têm costume de medir a pressão de paciente
A prevenção é a maneira mais segura de combater a hipertensão, defende o cardiologista do Incor. No caso de crianças e adolescentes, o quadro da doença pode ser totalmente revertido, contanto que o diagnóstico e o tratamento adequados sejam feitos a tempo, esclarece o médico.

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